Assídua nas páginas dos jornais e no discurso dos ambientalistas, a palavra biodiversidade é a chave para entender o funcionamento da natureza. Numa forma resumida, biodiversidade é o patrimônio genético formado por um hábitat e todos os seus seres vivos. Mas, significa muito mais do que o simples número de animais e vegetais que vivem em certo lugar. Como as várias espécies interagem e dependem umas das outras, seja para se alimentar, se reproduzir, enfim, para viver, a variedade de espécies é essencial para a manutenção de todas as formas de vida de cada hábitat.
A diversificação das espécies é como um acervo de muitas e diferentes informações biológicas. Seu estudo ajuda a entender os mecanismos da vida e a descobrir como preservá-la. Desenvolvido há pouco tempo, o conceito de biodiversidade abrange não só a variedade de vida na Terra, mas também a diversidade no funcionamento dos diferentes hábitats.
Estima-se que haja no mundo de 10 milhões a 50 milhões de espécies de plantas e animais, porém estima-se que somente 1,5 milhão delas foram estudadas. A maior parte, cerca de 60%, habita os chamados “hotspots”, ou seja, áreas riquíssimas em biodiversidade, entretanto ameaçadas pela ação do homem. Cada um desses hábitats perdeu no mínimo três quartos da sua cobertura vegetal original. No mundo todo, existem 25 “hotspots”, que ocupam 1,4% da superfície do planeta. Dois deles estão no Brasil: a Mata Atlântica e o Cerrado, ou seja, são zonas de prioritária conservação para conservação e preservação. Por isso, um dos objetivos da Política Brasileira da Biodiversidade, dentre vários outros, é a promoção de pesquisas sobre os efeitos das alterações ambientais causadas pela ação do homem, com ênfase nas áreas com maiores níveis de desconhecimento, de degradação e de perda de recursos genéticos. Além disso, visa promover pesquisas sobre a biologia da conservação para os diferentes ecossistemas do país e particularmente para os componentes da biodiversidade ameaçados.